Aconteceu no Edem! A Serpente, símbolo da kundalini, dá a maçã para a Eva, a mulher. A mulher é o guia, a bússola, a visão…, Afinal, por que a mulher? Porque a mulher sabe ouvir as vozes intuitivas do interior, que guia ao exterior, sob o objetivo da luz.

A serpente quer despertar, chegar a compreensão do divino. Busca Eva para fazer a saga da luz com êxito. Ela oferece a maçã a Adão, que aceita com honra e morde a fruta da árvore da vida, a famosa árvore do fruto proibido. Eles já estavam no paraíso, já sabiam: eram puros, belos e certos de que são feitos a imagem e semelhança do criador, a bondade, o bom.. Mas não era o suficiente ao desejo da luz. A Luz nunca se contenta, ela sempre quer mais; é destemida, e usa a maçã como instrumento de transformação; Eva e Adão, o masculino e o feminino, dualidade, queriam mesmo era conhecer os limites da matéria, os pecados do homem, os mistérios da ilusão, como a culpa, o não merecimento, a traição, as repetições mentais, até o despertar que não existe erro, o despertar das falsas regras.

A maçã foi mordida e o portal foi aberto. A maçã é o portal. O inicio, o start, a largada; é aonde estamos agora graças a Adão, por uma mordida desejada nesta fruta lúdica e sedutora.

Mas o fizeram porque sabiam que na maçã estava o símbolo da eternidade, da fecundidade do amor, da transformação, do movimento da vida.
Quando Adão morde a maçã, ele experimenta o mundo da dualidade, ele saí do seu enfastiado conforto para avançar: é convidado a sair do paraíso, para conhecer uma outra referência, o oposto do que ele já conhecia, o mundo que estamos agora, a terceira dimensão. Adão era um anjo mas ainda duvidava, não podia ver a divindade em sí mesmo, pois acreditava que os desejos insanos o fazem impuro, (pura mentira); ele já era um anjo e estava em processo de descobrimento; é simbolicamente o nosso estado, somos Adões e Evas.

Graças a maçã do Edem nos permitimos conhecer melhor as facetas da vida.
A maçã, mágica fruta, doce e encantada, tem essa função, mostrar mais da vida que nos acerca, integrar dentro de nós a nossa percepção da vida e dar-nos a possibilidade de nos convertermos em novos deuses para termos plena consciência das escolhas e rumos que estamos tomando.

Não foi a toa que, pela maçã, a madrasta da Branca de Neve saberia que o plano que não poderia dar errado, porque a maçã é o símbolo da sedução, do envolvimento, da beleza, pelo sabor agradável, o que é difícil da Branca de Neve resistir.

A maçã ainda é o símbolo da sabedoria. As chaves que abrem novas portas, novos horizontes.

Agora é simples assim:
Com 2 maçãs, sementes germinadas e folhas verdes, podemos fazer o triplo passo que a Serpente, Eva e Adão deram… do conhecer o paraíso com culpa, da expulsão e do retorno sem nenhuma culpa. Agora pela reverência pela vida. Saindo que já conhecemos, o inferno astral aqui na terra, o deserto vital. O local aonde ele partiu, o novo aonde entrou, o velho com novos olhos. Regressar ao paraíso e poder comer de todos os frutos. Ao longo de nossas grandes explorações voltaremos ao lugar de onde partimos para o conhecer então pela primeira vez, com olhos de criança.

A maçã foi o limite de que não há limites, nem regras, nem prisão com jardim e regras. Seguindo a voz da Luz que se divide e quer sempre experimentar, seguiram Adão e Eva.

A Maçã é um símbolo da mutação, da transcendência, do avanço, já que a maçã, neste caso, se transforma com liquidificador e voal em um suco mágico, de PURA LUZ, o suco do mistério do sem fim, o suco da visão e do propósito, o suco do desejo de transformação, o suco do caminho de volta para casa, o suco de amor, servido no cálice da saberia.

Um brinde,
“Tikkun Olam”.

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