“A planta arquetípica “
Segundo Goethe a planta em estado de semente, através da luz, calor e água, quando colocada na terra, germina e cresce provocando movimentos de contração e expansão. Surge então o elemento rítmico do crescimento, próprio dos seres vivos. Ocorre então uma metamorfose, ou seja, uma transformação de um elemento para outro em outro plano.
A primeira manifestação de expansão são as folhas; de contração são os nós do caule de onde saem as folhas; nova contração surge o cálice floral; nova expansão surge o fruto e finalmente nova contração onde surge a semente, fechando-se o ciclo. Segundo ele, ainda há na planta duas polaridades: uma em direção ao solo, onde as substancias se condensam e se mineralizam e outra em direção às flores e frutos, onde as substancias os torna mais leves, chegando a formação de óleos voláteis e perfumes. Além do odor e sabor, no pólo superior da planta se formam as cores tanto das flores quanto dos frutos. Depois de polinizadas algumas plantas desaparecem deixando a semente no solo para gerar outra planta.
Novamente se materializa e desmaterializa, no movimento de expansão e retração, repetidamente acolhendo as metamorfoses.
Goethe, pensador, poeta e botânico consegue juntar nesta obra toda sua criatividade e hoje ainda é conhecido pela grande contribuição que deu aos botânicos.

Fonte: www.terrapia.com.br

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